São Paulo, 23 (AE) - A conselheira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Hebe Romano, relatora do processo de associação entre a Brahma e Antarctica, que resultou na criação da AmBev, disse hoje que o órgão deve julgar a operação antes do prazo de 60 dias determinado por lei. "Queremos fazer antes dos 60 dias", afirmou.
Ela acompanhou o presidente do Cade, Gesner de Oliveira, em visita ao Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), que entregou ao Conselho uma consulta sobre a guerra fiscal entre estados para atrair investimentos de empresa.
Hebe Romano não quis comentar a previsão do advogado da AmBev, Carlos Francisco de Magalhães, de que a associação seria aprovada pelo Cade, já que as duas empresas tomaram conhecimento de dados estratégicos sigilosos de quando eram concorrentes. "A lei veda qualquer manifestação dos relatores", argumentou.
Ela disse, entretanto, que o trabalho do Cade está "perfeitamente afinado" com o das secretarias de Direito Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (SAE). "Não há divergências e isso vai facilitar muito a nossa análise", observou.

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