Fusão de empresas aéreas pode sofrer restrição
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2000
Por Mariângela Gallucci 
Brasília, 19 (AE) - Uma eventual fusão entre companhias de aviação civil pode encontrar obstáculos caso haja redução no número de vôos. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sinalizou hoje que uma fusão entre empresas que operam em uma mesma rota diminui naturalmente a concorrência.
A autarquia respondeu a uma consulta do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sobre eventuais fusões entre as companhias aéreas. "Ainda que haja ganhos de eficiência significativos entre essas empresas decorrentes, por exemplo, da racionalização de seus sistemas de rotas, possivelmente a fusão resultará no domínio do efeito poder de mercado", afirmou a conselheira Hebe Romano.
Além das rotas, o Cade analisou o poder das empresas que têm suporte em aeroportos. "Em aeroportos que sofrem problemas de congestionamento, empresas aéreas previamente estabelecidas e
portanto, com os espaços garantidos no aeroporto (portões de embarque/desembarque, locais de estacionamento, local para check-in, balcão de compra e venda de passagens etc.) têm enorme vantagem sobre concorrentes potenciais", avaliou a conselheira. Por esse motivo, ela concluiu que a concorrência não depende apenas do número de companhias aéreas, mas do acesso dessas nos aeroportos.


