Fusão de empresas aéreas e tarifas liberadas levam a monopólio, diz Favecc
São Paulo, 19 (AE) - O presidente do Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc), Amauri Caldeira, alertou hoje que a possibilidade de incentivo do governo federal à fusão de empresas aéreas brasileiras, aliada a liberação das tarifas aéreas, pode tornar o ambiente propício para a formação de monopólio e, consequentemente, aumento de preços. "Essas duas notícias são positivas, mas juntas elas prejudicam a competição", afirmou.
A Favecc é formada por 23 agências de viagens que atendem ao mercado corporativo e que são responsáveis por 28% dos bilhetes emitidos pelas companhias aéreas em todo o País. Segundo Caldeira, o mercado corporativo responde por 50% de todo o faturamento gerado pela venda de passagens aéreas. "Em uma situação de monopólio, este será o segmento mais prejudicado", disse.
A solução, explicou, seria a abertura do mercado para que outras companhias aéreas pudessem operar, inclusive estrangeiras. Isso criaria um maior número de opções para os passageiros e aumentaria a competição nesse setor. Outra alternativa seria a possibilidade de empresas estrangeiras participarem do capital social das companhias aéreas brasileiras
o que hoje não é permitido. "Além do aporte de capital, teríamos acesso à tecnologia e a uma administração moderna."
O governo americano tem interesse na liberalização do setor de aviação, e o exemplo disso foi a vinda do seu secretário de transportes, Rodney Slater, para tratar da questão com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Ontem o governo federal anunciou a liberação das tarifas aéreas, acreditando que isso poderá trazer vantagens e descontos para os passageiros, pois as companhias aéreas poderiam ampliar seus leques promocionais.





