Radares fixos protegidos com grades: tentativa de reduzir vandalismo
Radares fixos protegidos com grades: tentativa de reduzir vandalismo



Em outubro a empresa responsável pela manutenção das 18 câmeras de fiscalização eletrônica instaladas em Londrina detectou o furto de um equipamento. Foi a primeira ocorrência desde que a Tecdet assumiu o serviço, em maio deste ano. Segundo a responsável pelos processos do sistema da Tecdet, Andréa Lúcia Helena, o equipamento envia as imagens para o servidor central da empresa, mas no dia 13 os dados da câmera instalada no km 10 da Rodovia Carlos João Strass (zona norte) deixaram de chegar. "Nosso técnico passou por lá e constatou que a câmera não tinha sido apenas vandalizada, mas furtada."
Andréa conta que o prejuízo foi grande, mas não quis divulgar valores. A manutenção das câmeras custa R$ 71 mil por mês. Além desse caso, no dia 4 de novembro houve outro radar furtado na Avenida Duque de Caxias, na altura do número 5.101. A empresa afirma que não há como manter um segurança permanentemente junto a cada equipamento, por isso é importante que a população contribua e denuncie quando identificar qualquer movimentação estranha próxima a esses instrumentos. Os equipamentos foram repostos.
Segundo o diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Hemerson Pacheco, as vias que receberam os equipamentos foram elencadas, em especial, pelas características de excesso de velocidade e com risco de acidentes graves. Além da Carlos João Strass e Duque de Caxias, outras vias com essas características estão a Juscelino Kubitscheck e a Dez de Dezembro.
Ao se instalar um equipamento deste tipo o objetivo é promover uma mudança de comportamento dos motoristas. Neste ano, foram registrados 27 acidentes de março a maio nos pontos onde estão instalados os radares. De junho a agosto, foram 14 acidentes, redução de 48%.
Além dos radares fixos a CMTU possui quatro radares estáticos/portáteis para fiscalizar as vias em locais devidamente sinalizados e que possuem um histórico de acidentes e desrespeito à sinalização e aos pedestres, devido ao excesso de velocidade. Entre janeiro e agosto deste ano foram registradas 132.126 autuações no trânsito, das quais 16.071 por radar móvel, 58.522 por radar fixo e 57.533 por talão eletrônico (Palm).
O advogado Thiago Issao relata que circula bastante pela cidade e já passou pelos pontos em que os radares fixos estão instalados. "Esses equipamentos servem como padrão de segurança e beneficia principalmente quem utiliza a faixa de pedestres", avalia. Ele ressalta que os radares móveis já tinham provocado uma mudança de comportamento e que agora, com os radares fixos, há um cuidado maior.
Para a zeladora Izilda Rodrigues Ferraz existem muitos motoristas que desrespeitam a velocidade mesmo com essa fiscalização eletrônica. "Os motoqueiros, principalmente, não respeitam os limites de velocidade mesmo com os radares e câmeras", reclama a pedestre. (V.O.)

mockup