Londrina - A Sercomtel em fevereiro o maior prejuízo dos últimos cinco anos com depredação de telefones públicos: R$ 6,1 mil. Em fevereiro do ano passado os gastos para recuperar os aparelhos não chegaram a R$ 1,1 mil. Desde 2010, de acordo com dados fornecidos pela companhia, os prejuízos somam R$ 98,4 mil. Ao longo de 2013 o prejuízo total foi de R$ 18,3 mil. Foram 273 ocorrências.
Outro problema enfrentado pela companhia é com o furto de cabos. No ano passado o prejuízo foi de R$ 232 mil com material e mão de obra para fazer os reparos. Foram 10.286 metros de cabos furtados em 67 ocorrências. "Várias operadoras e empresas terceirizadas fazem manutenção rotineira em cabos telefônicos, mas os funcionários sempre estão uniformizados. Se não for o caso, a população deve avisar a polícia. Se notar algo fora da normalidade, como por exemplo serviços realizados à noite, também é possível contatar tanto a polícia quanto a Sercomtel", afirma o gerente de Implantação e Manutenção da Sercomtel, Luis Carlos Bianco. Ele lembra que a população é prejudicada com os furtos. "O assinante fica sem acesso ao telefone e à internet até a reposição dos cabos."
Em 2014, a operadora já sofreu quatro furtos de cabos.
Já a Sanepar informou que as ocorrências referem-se principalmente a pichações em reservatórios, furtos de cabos, transformadores e atos de vandalismo em painéis elétricos em unidades de água. Sem contar o custo de acionar equipes para restabelecer o funcionamento da unidade e o transtorno causado na produção de água, em média a Sanepar gasta cerca de R$ 100 mil/ano para a pintura e reposição de materiais.
Na área eletromecânica, em 2013, os prejuízos com furtos e vandalismo foram de R$ 21,3 mil. Este ano, os custos já chegaram a R$ 8,2 mil. Em alguns casos, ainda, é preciso manter vigilância em horário integral para garantir a segurança das unidades.
O gerente industrial da Sanepar Londrina, Roberto Arai, ressalta que, para quem comete o crime, o ganho é irrisório. "Um transformador tem custo elevado, mas quando alguém o derruba do poste e retira a fiação de cobre para venda por quilo, correndo o risco de morrer eletrocutado, não consegue mais que uma pequena porcentagem do valor de reposição do equipamento", exemplifica.
A reportagem entrou em contato com a Copel, mas não obteve retorno das informações solicitadas. (S.L.)

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