Furnas - estatal federal responsável pela distribuição e transmissão da energia produzida pela Hidrelétrica de Itaipu - remodelou seu Centro de Recepção de Visitantes e espera se transformar em outro ponto turístico importante na região. Em 97, nas antigas instalações, foram registradas 8 mil visitas. Com a reforma, a empresa aguarda para 1999 um número duas vezes maior.
A intenção da empresa é tornar mais conhecido entre os leigos da eletricidade o roteiro que a energia percorre na monumental subestação de Foz do Iguaçu - um gigante de aço, cabos e concreto, que ocupa 1 milhão de metros quadrados de área construída, a 18 quilômetros do centro da cidade.
A caminho da privatização, Furnas (empresa mais lucrativa do setor elétrico) quer esquecer a discrição mineira e fortalecer sua imagem corporativa junto à opinião pública e às comunidades onde atua.
Para começar, o tema escolhido foi conservação de energia. Na subestação, é ensinado, através de uma pequena casa, como gastar menos energia. A aula prática é precedida pela apresentação de um filme educativo no novo auditório, de 100 lugares. A miniaula faz parte da visita turística, que conta ainda com passagens pelo pátio e a sala de válvulas, onde um mirante permite a visualização de boa parte da subestação.
Considerada a única do mundo do mesmo porte a transmitir em 750 Kw (quilowatts) e 500 Kw, o local atrai técnicos e engenheiros desde 1983, ano em que começaram as visitas programadas. Nos últimos anos, a China foi o país que mais enviou estudiosos à subestação, interessados na experiência brasileira na área. Os asiáticos estão construindo, simultanemente, algumas grandes usinas - inclusive a de Três Gargantas, o maior projeto em andamento no mundo.
Outra curiosidade para os especialistas são os conversores, que transformam a energia produzida pelas turbinas paraguaias de Itaipu - de 50 para 60 hertz, a frequência brasileira. Com esses equipamentos, se tornou possível que a fatia de consumo brasileira chegasse a 92% do total gerado por Itaipu.
Esses aspectos também são mostrados em dois filmes: o primeiro, de 22 minutos, que explica a relação entre Furnas e Itaipu, e um outro, de 15 minutos, que apresenta e faz um histórico da empresa, surgida há 41 anos, em Minas Gerais.
Serviço:Ney de SouzaAula prática é precedida pela apresentação de filme educativo no auditório de 100 lugaresLúcio Flávio Moura
Especial para a Folha

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