Com dois meses de atraso e depois de um blecaute que atingiu 70% do País, a estatal Furnas Centrais Elétricas deverá colocar em operação no domingo a terceira linha de transmissão em corrente alternada da energia gerada pela Hidrelétrica de Itaipu. No dia 17 de janeiro, a explosão de um transformador de corrente impediu que o sistema entrasse em funcionamento.
O principal objetivo da terceira linha é dar maior segurança ao sistema, reduzindo as possibilidades de blecaute em caso de acidentes. As torres do novo sistema se estendem por 360 quilômetros, entre a usina, em Foz do Iguaçu, e a subestação de Furnas em Ivaiporã (110 quilômetros ao sul de Apucarana). Segundo a estatal, a obra, iniciada em novembro de 97, custou R$ 22 milhões.
Atualmente, Furnas desenvolve projetos para iniciar a implantação do segundo e último trecho do terceiro circuito, com cerca de 450 quilômetros, entre Ivaiporã e a subestação de Tijuco Preto, em São Roque (a 42 quilômetros da capital paulista). A previsão é de que essa segunda etapa esteja concluída somente em meados do próximo ano.
Com a entrada em operação da terceira linha, Itaipu deverá aumentar a produção de energia, fazendo com que as nove turbinas em 60 hertz (a frequência brasileira) operem em sua carga máxima. Os dois circuitos atualmente em operação não suportam essa carga de energia, que deverá chegar a 6,3 mil megawatts. Itaipu produz 33% da energia destinada às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentra 80% do consumo do País.
Devido à impossibilidade de a energia transmitida pela terceira linha chegar à subestação de Tijuco Preto, técnicos de Furnas vão ‘‘desviar’’ a corrente para a Região Sul, por meio de uma interligação dos sistemas existente na subestação de Ivaiporã. As duas linhas hoje em operação compensarão essa transferência, enviando mais energia para as regiões Sudeste e Centro-Oeste.Arquivo FolhaSubestação em Foz. O principal objetivo da terceira linha é dar maior segurança ao sistemaValmir Denardin

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