Ao participar do velório do eletricista João Batista Parvas, sábado, em Ivaiporã (130 km ao sul de Apucarana), o presidente de Furnas Centrais Elétricas, Luis Laércio Simões Machado, anunciou que, mesmo com mau tempo, a operação varredura nas 7.447 torres de transmissão entre Foz do Iguaçu e São Paulo não será paralisada.
Machado, que estava acompanhado do diretor de operações de Furnas, Celso Ferreira, e do superintendente de produções-sul, Amilcar Milasch, lamentou o acidente que matou o eletricista e, em nome do ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, apresentou condolências à família. O técnico, de 37 anos, morreu sexta-feira na queda de um helicóptero, locado por Furnas para vistoriar as torres de transmissão.
Em rápido contato com engenheiros da base de Ivaiporã, o presidente de Furnas reiterou a determinação para que seja cumprida a vistoria de todas as torres do sistema de transmissão de energia, no trajeto de Itaipu a São Paulo. Machado negou-se a falar sobre a sabotagem nas torres de transmissão, limitando-se apenas a dizer que o caso está sendo minuciosamente investigado pela Polícia Federal.
Ontem, o engenheiro Luis Henrique Tersariol, que atua na manutenção de linhas em Ivaiporã, confirmou que apenas na região central do Estado a varredura foi temporariamente interrompida, em função do velório e sepultamento de João Parvas. Segundo ele, o eletricista era membro de sua equipe de manutenção e funcionário de Furnas há 13 anos.
‘‘Nos demais trechos entre Foz e São Paulo a vistoria prosseguiu normalmente, mesmo com o tempo instável’’, afirmou Tersariol, assinalando que ontem mesmo o trabalho foi retomado no trecho de responsabilidade de Ivaiporã, que vai de Corbélia até Curiúva, envolvendo 2.255 torres.
Segundo o engenheiro, os trechos mais críticos da região central do Estado - onde uma torre foi destruída e duas bombas desativadas -, a vistoria já está concluída. ‘‘Priorizamos a vistoria de torres situadas mais próximas a rodovias e estradas rurais porque, teoricamente, seriam de fácil acesso para eventuais sabotadores, e também de maior risco para a população em caso de acidentes’’, revelou Luiz Henrique Tersariol.

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