Tóquio, 04 (AE-ANSA) - A catástrofe provocada pelo mal tempo e as chuvas torrenciais, que há dias castigam o sudeste da ásia, agravou-se hoje (04) com a chegada do furacão Olga a vários países da região. A situação mais crítica é nas Filipinas
onde um desabamento provocou a morte de 12 pessoas. Em quatro dias, 46 pessoas já morreram na região metropolitana da capital Manila, de acordo com informações do Ministério da Defesa. Para o presidente filipino Joseph Estrada, a magnitude da catástrofe no país foi consideravelmente aumentada por causa da devastação dos bosques, resultado da extração de madeira. Na Coréia do Sul, desde o final de semana, o total de mortos chega a 35 e 28 o número de desaparecidos. O furacão Olga, que vem provocando ventos de 46 metros por segundo, entrou na península coreana e atingiu também a Coréia do Norte antes de entrar na China. Não há dados oficiais disponíveis sobre o número de vítimas norte-coreanas. De acordo com a agência de notícias KCNA, cerca de 40 mil hectares de terras cultivadas foram inundadas pelas águas, um novo duro golpe a já frágil economia do país, que sofre de falta de alimentos. A Cruz Vermelha chinesa lançou nesta quarta-feira (04) um apelo dramático à comunidade internacional para que esta envie ajuda de emergência às populações das zonas afetadas. Na China, 66 milhões de pessoas têm sofrido as consequências do mau tempo e a maior parte encontra-se desabrigada. De acordo com a Cruz Vermelha, a maioria das vítimas fatais - cujo total supera a marca de 400 - é de moradores do vale do rio Yang-tsé, onde foram registradas a morte de 281 pessoas. Um porta-voz da organização de ajuda humanitária, disse ainda que outra emergência poderá eclodir a qualquer momento na bacia do rio Amarelo, o segundo maior da China depois do Yang-tsé, que poderá sair de seu leito em razão das enchentes.

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