Furacão deixa Estados Unidos após causar 19 mortes
BOUND BROOK, EUA, 17 (AE) - O furacão Floyd terminou nesta sexta-feira (17) sua passagem pelos Estados Unidos e entrou no Canadá como uma mera tempestade tropical, com ventos de menos de 100 quilômetros por hora, deixando para trás uma trilha de morte
edifícios queimados e comunidades alagadas ao longo da costa atlântica norte-americana.
Aquela que foi uma das maiores tormentas já surgidas no Atlântico (chegando a ter ventos de 250 km/h) provocou a morte de pelo menos 19 pessoas nos Estados Unidos e a retirada mais de 3 milhões de residente da área costeira - o maior êxodo do país em tempos de paz.
Equipes de resgate com botes e helicópteros ainda lutavam hoje para salvar centenas de civis bloqueados pelas águas, principalmente na Carolina do Norte e em Nova Jersey, onde foi declarado estado de emergência. Várias estradas e linhas de trem permaneciam obstruídas.
"Temos 1,5 mil residentes esperando para ser resgatados de telhados", informou o porta-voz do centro de administração de emergências da Carolina do Norte, Tom Ditt. "Temos 35 helicópteros no ar e eles estão pegando uma ou duas pessoas de cada vez", acrescentou. "Isto é muito grave, é a pior inundação da história do Estado." Pelo menos 2 mil pessoas ficaram desabrigadas na região.
Das 19 mortes, 12 ocorreram em acidentes de trânsito e três na queda de árvores por causa da tormenta, cujo olho atingiu a terra na Carolina do Norte, na madrugada de quinta-feira. Ao todo, 1,1 milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica na noite de quinta-feira para hoje em oito Estados, de Maryland até Massachusetts, e centenas de milhares continuarão sem luz este fim de semana. Os danos são estimados em centenas de milhões de dólares.
Em 1992, o furacão Andrew matou mais de 40 pessoas e causou danos de US$ 26 bilhões no país. Temia-se que o Floyd, bem maior que o Andrew, fosse ser muito mais mortífero. Para o presidente Bill Clinton, isso não aconteceu graças à tecnologia e à rápida retirada da população.
"Pode haver algumas pessoas que questionem se fizemos a coisa certa ao recomendar todas essas retiradas", afirmou Clinton. "Mas, agora que temos esta tecnologia no Centro Nacional do Tempo, temos de agir."





