Curitiba- O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) destinará US$ 1 bilhão para a implementação das ações acordadas na 8 Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), que terminou ontem. A informação foi passada pelo secretário-executivo da convenção (CDB), Ahmed Djoghlaf, ao fazer uma avaliação geral dos resultados do encontro. Segundo ele, os compromissos firmados, em Curitiba, serão levados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cúpula do G-8 grupo dos países mais ricos , que deve acontecer em setembro.
Até o fechamento desta edição, as delegações dos 173 países que participaram da COP-8 ainda estavam reunidas na plenária que aprovaria quase 30 itens da pauta. Para um dos temas de maior impasse o acesso e repartição de benefícios pelo uso de recursos genéticos e conhecimentos tradicionais , ficou acordado que o regime internacional deverá ser estabelecido antes de 2010 para que seja
implementado a partir desse ano.
De acordo com a presidente da COP-8, ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o texto elaborado no início deste ano servirá de referência para a definição do regime. Reuniões do grupo de trabalho, que antecederão a COP-9, farão a análise de lacunas e de instrumentos jurídicos para sua implementação.
A ministra avalia que a COP-8 tomou decisões importantes para contribuir com o atingimento das metas de 2010, que visam reduzir a taxa de perda da biodiversidade. Um dos avanços, segundo ela, foi no campo da agrobiodiversidade: estudos em biodiversidade do solo e as tecnologias genéticas de restrição de uso (Gurts). Marina Silva entende que o resultado foi positivo ao manter o princípio da precaução nas pesquisas com as sementes estéreis e árvores geneticamente modificadas.
Em relação às Gurts, cujas pesquisas permanecem restritas aos laboratórios, ficou definido que se avaliem os potenciais impactos sociais e econômicos para pequenos produtores e que as informações sobre esses estudos sejam, amplamente, divulgadas em linguagem acessível.

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