Curitiba - A principal reivindicação de âmbito estadual foi recusada pelo governador. Trata-se da criação do Fundo Público de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Fundaf), formado por recursos do Tesouro Estadual para a concessão de empréstimos aos pequenos agricultores. ''A criação do Fundaf é um compromisso meu, de campanha e ele será implantado ainda neste governo, mas com a velocidade que a realidade permitir'', disse Requião. Segundo ele, a criação do Fundaf exigiria R$ 150 milhões de recursos, quantia não disponível pelo governo no momento.
Ele anunciou, no entanto, a criação do Fundo de Aval, outra reivindicação antiga dos agricultores. Trata-se de um instrumento de garantia para que os agricultores familiares tenham acesso ao crédito em outras instituições financeiras. De acordo com Pessuti, a versão final da lei que cria o Fundo de Aval segue em agosto para a Assembléia Legislativa. Ele acredita que, para atingir 50 mil produtores no primeiro ano, o fundo deve exigir um aporte de no máximo R$ 10 milhões em agências de fomento, alavancando a liberação de até R$ 500 milhões em empréstimos.
Sobre outras reivindicações dos agricultores, Requião e Pessuti afirmaram que o governo está fechando acordo com redes de suepermercados e a Receita Estadual está estudando alternativas para facilitar a comercialização da produção agrícola familiar. Pesutti afirmou, ainda, que é intenção do governo priorizar a aquisição de produtos dos pequenos, a exemplo do que já ocorre com o programa de distribuição de leite. ''O programa Fome Zero também deve cumprir este papel'', ressaltou.
À tarde os agricultores também tiveram audiências com dirigentes de outros órgãos. No Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) trataram de temas ligados à agilização da reforma agrária, na Delegacia Regional do Trabalho discutiram a situação dos assalariados rurais e no Banco do Brasil trataram de acesso ao crédito e inadimplência.

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