Fundador do Comando Vermelho é morto em presídio do Rio
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sábado, 22 de maio de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 22 (AE) - Um mês antes de passar ao regime de prisão semi-aberta, um dos fundadores da facção criminosa Comando Vermelho (CV), Francisco Viriato de Oliveira, o Japonês, de 47 anos, seu filho Washington Luis Miranda de Oliveira, de 29 anos, e outros dois presos foram assassinados hoje no presídio Milton Dias Moreira, no Complexo Penitenciário Frei Caneca.
Segundo versão oficial do Departamento do Sistema Penitenciário , os quatro foram mortos a tiros e estocadas por outros detentos, provavelmente em consquência da disputa por pontos de venda de drogas na cidade. Parentes dos presos disseram que já circulava há algum tempo a informação de que "seu Japão", como Viriato também era conhecido, não sairia vivo da cadeia.
O conflito entre os presos teria ocorrido no início do horário da visita, que oficialmente vai das 12h às 16h30m. Luciene Dias Batista, que ia visitar dois parentes que estão presos, contou que já estava com outros cinco visitantes, na sala de informações, quando soube que alguma coisa anormal acontecia dentro da prisão. A visita foi suspensa.
Houve tumulto e confronto entre policiais do Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar, que tinham sido chamados, e parentes dos detentos, na Rua Frei Caneca. Algumas mulheres passaram mal e desmairam quando correu entre elas o boato de que seriam 12 e não quatro mortos. Essa versão, contudo, não se confirmou.
Também morreram Anderson Cardoso da Silva, de 21 anos, e Leonardo Santos, de 23 anos. Ambos seriam "seguranças" de Japonês. A informação de que Viriato ganharia o regime semi-aberto em um mês foi dada por seu advogado, Henrique Machado. O diretor do Desipe, Major Luis Antônio Jardim, disse que até o fim da tarde nenhuma arma fogo usada no crime havia sido encontrada, mas que uma revista estava sendo feita na tentativa de localizá-las.
Ele ainda informou que os outros 36 presos do setor onde ocorreram os assassinatos seriam interrogados por policiais da 18ªDP (Praça da Bandeira) no inquérito que foi aberto. Até o início da noite os assassinos não foram identificados.


