Funcionários reclamam de condições de trabalho
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - O Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde do Paraná (SindSaúde/PR) divulgou ontem uma carta de repúdio e descontentamento em nome dos funcionários do Hospital Zona Norte (HZN) de Londrina dizendo que a falta de profissionais é o principal problema que enfrentam. "Somos expostos a condições subumanas em nosso local de trabalho, chegando a assumir de 10 a 15 pacientes por funcionário, sendo estes em situação grave ou não. Entre nossas atribuições, temos que realizar desde os cuidados básicos de higiene, até os cuidados mais complexos, como sondagem, aplicações, curativos, administração de medicamentos e até acompanhar pacientes para exames fora do hospital", relata a carta.
Por este motivo, o sindicato alega que os pacientes acabam permanecendo por longos períodos sem troca de fraldas, banhos, mudanças de decúbito, medicações e até antibióticos seriam administrados com atraso, "o que traz grande prejuízo à recuperação". "Diante da quantidade de tarefas exigidas aos funcionários, a necessidade do aumento no quadro de servidores é um dos remédios para uma melhor qualidade no atendimento à população. Pois, nestas condições, não temos realizado nosso trabalho com a atenção que merecem aqueles que procuram os serviços públicos de saúde", diz outro trecho, reiterando por pedidos de melhorias das condições de trabalho.
Sobre as denúncias, o diretor do HZN, Walter Marcondes Filho, afirmou que nunca recebeu esse tipo de reclamação e ficou surpreso com a divulgação da carta. "O hospital possui 117 leitos e 400 funcionários, sendo 128 auxiliares de enfermagem e 40 enfermeiros. Teve dias em que chegamos a ter 51 pacientes no PS, quando só temos vagas para 30. Existe, portanto, períodos de sobrecarga, mas isso não é diário. Agora, que estamos com atendimento restrito, por exemplo, não há problema algum de excesso de demanda", explica, completando que a direção se colocou à disposição do sindicato para esclarecimentos.
Enquanto isso, a diretoria do hospital aguarda a confirmação dos exames que vão comprovar a presença ou não da bactéria Nova Délhi no homem que morreu no domingo e de mais outros dois pacientes. Todos estão internados na mesma ala em que um paciente de 71 anos morreu, no dia 2 de fevereiro, cujos exames apontaram a presença da bactéria. A instituição também continua com a restrição de atendimento no pronto-socorro. Segundo o diretor, mesmo que os exames tenham resultado negativo, as alas de emergência em que estão os pacientes continuam interditadas. "Vamos mantê-los isolados aqui, mas não podemos receber ninguém."


