Funcionários públicos paraguaios fazem greve contra privatização
Assunção, 30 (AE-ANSA) - Funcionários da Administração Nacional de Telecomunicações (Antelco), do Paraguai, iniciaram hoje uma greve de 72 horas para protestar contra o projeto de privatização da empresa.
A medida de força acontece pouco depois de o presidente Luis González Macchi ter atendido várias reivindicações de funcionários de outras estatais que, na noite de ontem, encerraram uma série de paralisações. O acordo fez com que funcionários da Administração Nacional de Eletricidade (Ande) suspendessem uma greve que já durava um mês.
Diante de pressões por reformas econômicas, o governo de Assunção anunciou recentemente sua intenção de privatizar ou capitalizar várias empresas estatais, como provedoras de eletricidade, telecomunicações, água, cimento e uma refinaria de petróleo. Para o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Telecomunicações (Sinattel), o projeto do governo é um "genocídio social" já que a privatização implicaria na demissão de pelo menos 30 mil funcionários públicos.
Hoje, o governo fechou acordo com trabalhadores rurais. Há dias eles se manifestavam pelo país inteiro, principalmente em Santa Rosa, 300 quilômetros de Asunção. Na segunda-feira, um confronto com a polícia naquela cidade resultou em ferimentos em sete camponeses.
González Macchi prometeu aos trabalhadores rurais investir US$ 12 milhões em projetos de desenvolvimento do setor rural. A informação é de José Bobadilla, dirigente da Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas (MCNOC), que organizou a manifestação.





