Funcionários mantêm acampamento em SP
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 7 (AE) - Os funcionários do grupo Mappin-Mesbla iniciaram hoje um acampamento na Praça Ramos de Azevedo, em frente a principal loja do Mappin em São Paulo, em defesa do emprego ameaçado dos 9 mil trabalhadores das duas redes de lojas. São sete barracas que ficarão montadas em plena praça até que se encontre uma solução para a situação financeira das duas companhias.
"A vigília continua", disse hoje o representante da comissão de funcionários, Celso Antonio Marquez. Do domingo para segunda-feira, o protesto reuniu 45 pessoas que passaram a noite na frente da loja. De hoje para amanhã (8), a previsão era de agrupar 250 empregados durante a madrugada.
Nas contas do representante da comissão de funcionários, o governo sai perdendo se não conceder o empréstimo ao grupo. É que o gasto com o seguro desemprego, se as duas companhias fecharem as portas será de cerca de R$ 20 milhões. Já o empréstimo solicitado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é de R$ 17 milhões.
Concordatas - A onda de concordatas e falências que afetam grandes magazines já teve reflexo no desemprego do comércio. Segundo o Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo, em maio houve 4.154 homologações. Esse número é 16% maior em relação a igual período de 1998 e está 21% acima do registrado em abril.
"O quadro vai se agravar", previu o presidente do sindicato, Rubens Romano. Na sua avaliação, se o governo aprovar o empréstimo, ele estará favorecendo não apenas os 9 mil empregados do grupo Mappin-Mesbla, mas cerca de 30 mil trabalhadores indiretos, empregados em pequenas e microempresas que são fornecedoras exclusivas de mercadorias para as redes Mappin-Mesbla.


