Os funcionários e pacientes atendidos pelo Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer (GAPC) em Londrina passaram o dia de ontem em compasso de espera na sede onde são prestados os atendimentos. O temor é de que a ONG, que atua na cidade há cerca de cinco anos, feche as portas.
Segundo a funcionária Janaina Cézar, a prisão ontem de manhã do chefe de arrecadação Adilson Fermino de Paula, 44, trouxe complicações imediatas. Em razão da apreensão de computadores, documentos e livros fiscais, contábeis e de controle, diversas cestas básicas não puderam ser doadas porque não havia como dar baixa. A regional atende 300 pessoas por mês - entre pacientes e familiares - de Londrina e de outros 44 municípios.
Janaina disse que o trabalho de telemarketing e arrecadação de doações em dinheiro funcionavam em outro prédio. A sede do atendimento, segundo ela, solicitava a compra de medicamentos, cestas básicas, suprimentos alimentares, roupas e de equipamentos para serem distribuídos aos pacientes.
''Parte do dinheiro arrecadado era usado para pagar os funcionários e o restante para dar assistência aos doentes e às famílias'', disse a funcionária. Ela frisou que os funcionários foram pegos de surpresa ''porque todos trabalham honestamente e acreditam na entidade e no trabalho social que realizam''.
Maria de Lourdes, 57 anos, recebe assistência do GAPC há três anos. Ela elogiou a ação da entidade e alertou que muitos pacientes serão prejudicados se a casa for fechada. ''Isso aqui não pode fechar em hipótese nenhuma'', pediu.

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