Funcionários dos Correios voltam ao trabalho
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sexta-feira, 23 de setembro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os trabalhadores dos Correios resolveram voltar ontem ao trabalho em todo o Brasil. No Paraná, a volta ao trabalho foi somente no período da tarde. Na assembléia realizada pela manhã, os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a proposta de reajuste dos Correios. A greve começou no dia 14 e já estava prejudicando a entrega de correspondências em todo o Estado. As operações via sedex foram interrompidas. Apenas estavam sendo realizadas as entregas consideradas como ''urgentes''.
Esta foi a maior paralisação nacional já realizada pelos carteiros. O Paraná foi um dos nove estados em que os trabalhadores rejeitaram o acordo coletivo. Entretanto, 24 sindicatos resolveram aceitar a proposta governamental. ''Se dependesse do Paraná, a greve continuaria'', afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sinticom), Nilson dos Santos. De qualquer forma, segundo ele, a greve foi vitoriosa. ''Nosso objetivo maior é a mobilização dos trabalhadores quanto à luta pelos seus direitos. Isso nós conseguimos'', disse.
Em Curitiba, mais de mil carteiros, operadores de triagem, atendentes de funcionários administrativos participaram da assembléia que aprovou a volta ao trabalho, realizada no pátio da sede estadual dos Correios. De mãos dadas, os trabalhadores encerraram o movimento de paralisação no Paraná. Ao final da assembléia, todos cantaram o Hino Nacional. A reivindicação dos trabalhadores dos Correios era de um reajuste salarial de 47,17%, além do aumento do piso salarial do carteiro de R$ 448 para R$ 932. A proposta da direção dos Correios foi de 8,5% de reajuste retroativo a agosto, e outros 3,61% no próximo mês de fevereiro, além da concessão de um abono de R$ 800 e de duas cestas básicas extras.


