Funcionários dos Correios rejeitam proposta
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Fábio Galiotto Reportagem Local 
Londrina - Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Paraná decidiram na noite de ontem, em assembleias nas principais cidades do Estado, rejeitar a proposta patronal de reajuste salarial, mas decidiram não cruzar os braços. A categoria vai se manter em estado de greve e pode parar a qualquer momento, desde que a decisão inclua sindicatos de outros Estados.
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sinticom-PR), Fabiano Batista Silvério afirma que a decisão visa evitar que os funcionários do Estado entrem em greve sozinhos e sejam prejudicados no futuro. Isso porque algumas das 36 associações da categoria no País aceitaram a proposta patronal.
Os paranaenses rejeitaram a proposta de reajuste em forma de gratificação de 6,5%, para reposição da inflação, ou de R$ 200 - o que representasse mais para cada funcionário. O motivo é que o valor não seria incorporado ao pagamento mensal, o que significa que não incidiria sobre valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O secretário de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sinticom-PR), Wilson Dombrovski, afirma que a categoria montou uma "pauta pé no chão", que não foi atendida. Os funcionários querem reposição da inflação de 6,5% e aumento real de 8%, além de reposição de perdas de 11,3% da Participação de Lucros e Resultados (PLR), relativa a valor não pago em maio. Também pedem que o vale alimentação passe de R$ 28,19 para R$ 40 e que o vale cesta seja reajustado de R$ 158,45 para R$ 400.
Na última proposta, os Correios ofereceram reajuste de 6,5% ou de R$ 200 como gratificação, o que for maior, incorporado ao salário aos poucos até 2016. O reajuste do vale alimentação seria dado no mesmo percentual, o que elevaria o valor de R$ 28,19 para R$ 30,13. O vale cesta passaria de R$ 158,45 para R$ 188,58 (19%).


