Funcionários dos Correios param na segunda-feira
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Os trabalhadores dos Correios no Paraná aderiram à greve nacional em assembleias realizadas na noite de quinta-feira em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. Ao todo, 6.631 trabalhadores paranaenses se juntaram aos de outros 18 estados que já haviam deflagrado a greve. O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) informou que as atividades serão paralisadas a partir da próxima segunda-feira.
Segundo o diretor do Sintcom em Curitiba, Luiz Henrique Ferreira, a maioria dos 300 trabalhadores que participaram das assembleias optou pela greve por conta da insatisfação com questões de salário e de alteração no plano de saúde da categoria. "Além da reivindicação de reajuste salarial de 12%, rechaçamos uma nova modalidade de plano de saúde, que prevê cobrança de mensalidade de até 12,98% sobre o salário bruto e exclusão de dependentes", comentou.
Os trabalhadores reivindicam também a incorporação da Gratificação de Incentivo à Produtividade (GIP), no valor de R$ 200; reajuste de 22,72%, relativo a perdas salariais desde 1994; correção automática de salários e piso salarial de R$ 3.377,62. Atualmente, o piso salarial da categoria, excluindo benefícios, é de R$ 1.184. Ferreira adiantou que o sindicato prepara protestos em todo o Estado.
A proposta dos Correios mantém a nova modalidade de plano de saúde e prevê reajuste de 6% nos salários - 3% a partir do julgamento do dissídio e 3% em fevereiro. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios mantenham pelo menos 65% do efetivo mínimo em atividade normal. O TST determinou também que os funcionários não podem impedir o trânsito de bens, pessoas e carga postal nas unidades da empresa, sob pena de multa diária de R$ 65 mil.


