Funcionários dos Correios fazem 'operação tartaruga'
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quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários dos Correios no Paraná anunciaram uma ''operação tartaruga'' até o próximo dia 13, prazo estipulado para o final das negociações salariais com a empresa. Caso não haja acordo, os funcionários de todo o País podem entrar em greve por tempo indeterminado. Na última quarta-feira os funcionários de Curitiba começaram uma vigília em frente à sede administrativa dos Correios como forma de pressão e hoje prometem fazer passeatas em diversas cidades do Estado. O Sintcom, sindicato que representa a categoria, pede 4% de reajuste para reposição da inflação do último ano e mais um aumento real de até 16% escalonado entre os menores e maiores salários.
''Os funcionários vão trabalhar em ritmo mais lento até dia 13. Nós estamos seguindo o calendário nacional de mobilizações. As correspondências devem atrasar, mas pedimos a compreensão das pessoas porque é um meio legítimo de pressão'', explicou o secretário-geral do Sinticom, Nilson Rodrigues dos Santos.
A direção dos Correios ofereceu aos 109 mil trabalhadores de todo o Brasil 4% de aumento. Porém, além de um aumento maior a pauta de reivindicações dos funcionários pede que o piso incial de carteiro, que é R$ 479,98, seja elevado para R$ 997 e que as perdas salariais não repostas dos últimos 12 anos sejam pagas em três parcelas até 2008.
O sindicato da categoria reclama que, além de oferecer um reajuste pequeno, a empresa quer aumentar o desconto salarial do vale-refeição e da assistência médica. Os Correios do Paraná possuem cerca de 6 mil funcionários. Ano passado a entrega de correspondências ficou prejudicada por 10 dias por causa de uma paralisação. A próxima reunião entre os sindicalistas e a direção da empresa deve acontecer no próximo dia 5. Dependendo do resultado pode haver indicativo de greve para o dia 13.
A direção dos Correios no Paraná informou, por meio de sua assessoria, que as negociações com os funcionários estão apenas começando e que é normal que demore. A empresa afirmou que é praxe os sindicatos fazerem movimentação e negou que haja operação tartaruga. Isso seria só ''marketing'' do Sintcom e a entrega de correspondências estaria normal. Segundo os Correios, há expectativa de se fechar acordo sem greve. Porém, a empresa informou que é impossível atender toda a pauta de reivindicações que ''pede reajustes que correspondem a três anos do faturamento bruto dos Correios.''


