Funcionários do transporte de valores iniciam greve
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Funcionários do setor de transporte de valores entraram em greve à zero hora de ontem. Entre as reivindicações da categoria, estão o reajuste salarial equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período próximo de 6% e aumento real de 4%. Segundo informações do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, são cerca de 1,8 mil trabalhadores em todo o Estado e a adesão ao movimento teria sido de 100%. A paralisação é por tempo indeterminado.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes do Paraná, João Soares, disse que outra reivindicação é o aumento do adicional de risco de vida de 20% para 30%, equiparando o porcentual recebido pelos trabalhadores de São Paulo e Rio de Janeiro. Para ele, os vigilantes paranaenses estão sujeitos à violência tanto quanto nas outras capitais. ''Tem acontecido assalto a carro-forte todos os meses na Grande Curitiba. Recentemente, um companheiro perdeu a vida em um assalto no Jardim das Américas (na Capital)'', lembrou.
Os vigilantes pedem, ainda, o aumento do vale-alimentação de R$ 9 para R$ 12 e o fim do sistema de compensação de horas que, segundo Soares, vem sendo adotado pela maioria das empresas. O sindicalista explicou que em vez de pagar as horas extras, as empresas reduzem o número de horas normais, no dia seguinte de trabalho.
Soares calcula que os vigilantes transportem, diariamente, aos bancos em todo o Estado mais de R$ 1 bilhão.
Ontem à tarde houve reunião entre representantes das empresas. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná (Sindivalores), Gerson Pires, afirmou que os trabalhadores não aceitaram a proposta de reposição do INPC e abono de 20% do piso do vigilante, que é de R$ 933. Motoristas ganham piso e R$ 1.073 e os chefes de equipe R$ 1.126.
De acordo com Pires, a adesão à greve foi maciça em Curitiba. Em Maringá, a paralisação foi parcial e nas demais cidades, entre elas Londrina, os vigilantes trabalharam normalmente, ontem.
A Federação dos Bancos do Brasil (Febraban) informou que a situação é tranquila, pois os bancos têm esquemas de contingência para que o abastecimento dos caixas não seja afetado.


