Funcionários do MPF e MPT param por um dia em Londrina
Outra categoria a paralisar as atividades ontem em todo o País foi a dos servidores do Ministério Público da União (MPU). Eles aguardavam com expectativa a votação do Projeto de Lei da Câmara (PLC 41) - que trata da carreira dos servidores da instituição prevista para ocorrer na noite de ontem no Senado Federal. A expectativa é que o projeto tivesse o mesmo desfecho do PLC 28, que recompôs perdas salariais de nove anos dos servidores da Justiça Federal e foi aprovado há oito dias pelo Senado.
Em Londrina, aderiram ao movimento os servidores do Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho dois dos três ramos do MPU. De acordo com o servidor do MPU em Londrina, Cláudio Pontedura, o Projeto de Lei 41 trata da recomposição salarial dos servidores e abrange somente perdas desde 2006.
A proposta, cujo percentual varia em torno de 56%, prevê a implementação gradual do reajustamento, nos meses de julho e dezembro dos anos de 2015 a 2017. "O impacto financeiro do PLC 41 é da ordem de apenas R$ 165,7 milhões, e não bilhões, conforme o governo tem anunciado, com o fim de confundir a opinião pública", expôs.
O servidor do MPU ressaltou que os serviços das Procuradorias da República da instituição têm devolvido cifras muito superiores ao País. E lembrou que já foram arrecadados aos cofres públicos R$ 60 milhões do ex-magistrado Rocha Mattos, repatriados da Suíça, mais R$ 579 milhões devolvidos por atuação da força-tarefa Lava Jato. "O órgão gera recursos com suas ações", argumentou. (C.F.)





