Funcionários do Mappin e da Mesbla pedem apoio ao governo
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Lu Aiko Otta 
Brasília, 25 (AE) - Representantes dos funcionários do Mappin e da Mesbla reuniram-se hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Bolívar Moura Rocha, e com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, para pedir apoio ao programa de socorro às duas cadeias de lojas.
A idéia, segundo explicou o deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP) é obter R$ 102 milhões dos principais sócios das duas cadeias, recursos suficientes para as lojas funcionarem por mais 60 dias. Nesse prazo, seriam concluídas as auditorias necessárias para vender ambas. Os R$ 102 milhões estão sendo pedidos aos principais sócios do Mappin e da Mesbla, que são: Bradesco, Banco GE, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e Centrus (do Banco Central). Cada um contribuiria com uma cota de R$ 17 milhões. Nas audiências de hoje, os funcionários pediram apoio para que fosse autorizado o empréstimo do BNDES.
"Não é muito o que estamos pedindo para salvar o Mappin
que faz parte da imagem de São Paulo", comentou Medeiros. Juntas, Mappin e Mesbla empregam 9 mil pessoas e geram mais 40 mil empregos indiretos, segundo informou. "Para o BNDES, é fácil salvar esses empregos; basta liberar os R$ 17 milhões, que não são nada perto do que este governo já gastou para socorrer bancos", afirmou o deputado.
Medeiros disse que obteve apoio de Michel Temer, que telefonou hoje mesmo para o presidente do BNDES, José Pio Borges
pedindo atenção ao assunto. "O deputado Michel Temer aderiu ao movimento para salvar o Mappin", informou Medeiros. Ele disse que para domingo está sendo programado um ato ecumênico em frente à mais tradicional loja do Mappin, na Praça Ramos de Azevedo. Hoje, Medeiros tentava agendar uma audiência no BNDES para tratar do assunto.
O principal empecilho para o BNDES liberar os recursos, segundo admitiu Medeiros, é a exigência de garantias por parte do banco. "Acho que o BNDES está agindo corretamente, mas as dificuldades não podem crescer a ponto de inviabilizar o socorro", comentou o deputado.


