Funcionários do INSS vão parar em apoio aos peritos
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sexta-feira, 15 de setembro de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Dos 199 médicos peritos do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) no Paraná, 79 aderiram à greve ontem. As informações são do próprio INSS. Os médicos decidiram parar em todo o País por tempo indeterminado por melhores condições de trabalho e mais segurança. Uma médica foi assassinada em Minas Gerais. Os funcionários do INSS já anunciaram que vão paralisar os trabalhos também nos dias 20 e 21 deste mês em apoio aos peritos, para reivindicar o plano de carreira da categoria e concurso público. Os funcionários não descartam a hipótese de parar por tempo indeterminado também.
Na gerência de Curitiba 50 dos 62 médicos pararam, em Londrina 17 dos 32 peritos não trabalharam, em Ponta Grossa nove dos 33 médicos paralisaram as atividades, na gerência de Cascavel dois dos 43 médicos não trabalharam e em Maringá apenas um dos 29 peritos não trabalharam. Ontem a recomendação do INSS era que os segurados fossem até as agências para receber orientação. Muitos foram antendidos. Ainda não há orientação de como vai ser na segunda-feira. Caso a greve continue o INSS deve dar preferência no atendimento aos idosos, pessoas com dificuldade de locomoção e segurados que precisam de alta para voltar ao trabalho.
Uma juíza de Brasília impôs que 30% dos médicos continuem trabalhando para atender casos de emergência. Mas o presidente da Associação dos Médicos Peritos do Paraná, Chil Zunsztern, não garante que a determinação vai ser cumprida. ''A Federação Nacional dos Médicos entende que nós não devemos cumprir a determinação porque a insegurança no caso é maior ainda, já que a gente antederia uns e outros não. Tem vários médicos que se recusam a ir ao trabalho no Brasil inteiro'', contou.
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindiprevs), Jaqueline Mendes de Gusmão, afirmou que os funcionários vão parar dois dias como alerta ao governo. ''Ano passado o acordo depois da greve não foi cumprido e não tivemos nosso plano de carreira. E queremos concurso público. As filas não vão terminar por mágica'', reclamou. Depois dos dois dias de greve a categoria vai fazer assembléia em Brasília para decidir se continua ou não o movimento.


