Funcionários do INSS ameaçam entrar em greve
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terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Adriana De Cunto<br> Equipe da Folha 
Curitiba- Funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Paraná fazem assembléias esta semana para discutir a mudança no horário de funcionamento das agências. Desde ontem, agências de algumas cidades estão trabalhando das 7 às 19 horas, com horário de atendimento ao público fixado das 8 às 18 horas. Se as assembléias apontarem para prejuízo da categoria, os servidores não descartam a possibilidade de entrar em greve. Em Curitiba, a reunião será realizada na quinta-feira e, em Londrina, na sexta-feira.
O diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Paraná, Moacir Lopes, diz que os funcionários do INSS estão apreensivos porque a mudança era aguardada para março, mas veio rapidamente, agora, em janeiro.
Segundo ele, para que todos os mil postos do INSS do Brasil abrissem no novo horário seriam necessários 20 mil novos funcionários. Por enquanto, conforme Moacir, o órgão anunciou a convocação de mil aprovados em concurso, sendo 200 para a Região Sul. Destes, 70 viriam para o Paraná.
O Sindicato dos Servidores da Previdência, Saúde e Trabalho do Distrito Federal (Sindprev/DF) realiza amanhã assembléia para discutir uma possível paralisação de 24 horas nos dias 24 e 25 próximos.
A manifestação seria um protesto contra o aumento do horário de atendimento em cinco das 10 agências do INSS no DF, que agora passam a funcionar das 8 às 18 horas, mas, segundo o Sindprev, ''sem a contrapartida do aumento do número de funcionários''.
De acordo com a diretora de Imprensa do Sindprev, Neli Braga, existe uma sobrecarga de trabalho, falta servidor e o governo está muito lento na decisão de ampliar o quadro de funcionários. ''A gente quer pressionar para que o governo seja mais ágil e para que haja melhor prestação de serviço para a população'', disse ela.
Sobre os mil servidores que serão chamados em nível nacional e os 400 que se juntarão aos do Distrito Federal, Neli acha que isso vai apenas atenuar o problema. ''Melhora, mas não resolve, porque continua a área que a gente chama de retaguarda com carência de servidores''.
Segundo Neli, a tendência, de fato, é acabar com as filas em todo o Distrito Federal, mas apenas aumentar o horário não resolve o problema. ''Haja vista que somente cinco agências vão estar abertas. Se os 400 funcionários resolvessem o problema, todas as 10 agências ficariam abertas de 8 às 18 horas'', disse. Ela informou que existem hoje cerca de 1.500 servidores do INSS no DF, quando a necessidade é de quatro mil para resolver o problema de liberação dos benefícios.(Com Agência Brasil)


