Funcionários do HC voltam ao trabalho na segunda
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quinta-feira, 09 de setembro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os funcionários técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) retornam ao trabalho na próxima segunda-feira, exigindo uma série de melhorias administrativas. Entre as reivindicações da categoria estão melhores condições de atendimento, acréscimo no número de enfermeiros que auxiliam o hospital, material de trabalho, insumos e medicamentos. A pauta de problemas enumerados pelos funcionários já foi entregue ao Ministério Público (MP) federal, que hoje tem reunião marcada às 9 horas com representantes do Sindicato dos Funcionários em Instituições de Ensino Público de Terceiro Grau (Sinditest).
''Resolvemos só voltar ao trabalho na segunda-feira, dia 13, por causa dos problemas administrativos do hospital. Queremos uma resposta da diretoria do HC e da reitoria da UFPR'', afirmou Moacir Freitas, presidente do Sinditest. A adesão ao movimento grevista foi pequena no HC, que só entrou na greve no dia 31 de agosto. Nacionalmente, a movimento começou em 23 de junho. Apenas 38 funcionários deixaram de trabalhar no HC. A greve prejudicou o atendimento cirúrgico. Trinta e sete cirurgias foram adiadas e várias deixaram de ser marcadas por falta de infra-estrutura. Também foram prejudicados os serviços de lavanderia, nutrição, maternidade e internamentos.
''Os funcionário do HC têm uma pauta específica e que começará a ser discutida agora'', informou o diretor assistencial do Sinditest, Antonio Carlos Carneiro. Também estavam em greve os servidores da UFPR e do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Ao todo, são estatutários técnico-administrativos cerca de 3,6 mil funcionários.
O acordo com o governo federal estabelece reajuste salarial de 50% em média no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e eleva o piso da categoria dos atuais R$ 492 para R$ 701,98 a partir de março de 2005. O documento ainda estabelece o índice para mudança de cargos e funções em 3%, chegando a 3,6% em 2006. O projeto deverá ser encaminhado na semana que vem para o Congresso Nacional.


