Curitiba - O atendimento no Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, iniciou a semana prejudicado em função do primeiro dia de greve dos funcionários contratados junto à Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar). De acordo com a assessoria da Funpar, dos 3.132 funcionários do HC, 851 trabalhadores que integram o quadro são contratados pela Fundação, e desse total cerca de 230 aderiram à paralisação, que deve seguir por tempo indeterminado, já que não houve contraproposta por parte dos contratantes.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público do Paraná (Sinditest-PR) reivindica 20% de reajuste na negociação da data-base que venceu no início de maio. O lado patronal, segundo o Sinditest, trabalha com uma proposta de 5,2%, abaixo dos 9% da inflação acumulada no período.
Enquanto os dois lados não chegarem a um acordo, o maior hospital público do Paraná informa que montou um plano de contingência no qual deverá priorizar o atendimento de quem é de fora da capital. A orientação do hospital é de que os pacientes com primeira consulta agendada via unidade de saúde de Curitiba procurem o HC após o término da paralisação para um novo agendamento. Quem já vinha sendo atendido deve aguardar contato telefônico. Os pacientes que viajam até a capital para consultas eletivas continuarão recebendo prioridade no atendimento.
Segundo a assessoria da Funpar, nenhuma cirurgia precisou ser cancelada no primeiro dia de greve. Houve lentidão na realização de exames.(M.M.)

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