Brasília, 26 (AE) - Foi encerrada há pouco a sessão de hoje da CPI do Sistema Financeiro na qual foram ouvidos os depoimentos do diretor de Finanças do Banco do Brasil, Carlos Gilberto Caetano, e do ex-diretor de Crédito e Seguridade do BB, Edson Soares Ferreira. Os dois fizeram a defesa das operações do BB com a construtora Encol e explicaram que as renegociações e trocas de garantias foram alternativas à execução da construtora
que levaria à sua falência, com prejuízos ainda maiores para o Banco do Brasil.
Afirmaram ainda que a responsabilidade pela quebra da empresa foi a má gestão. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), mesmo após as explicações dos diretores, disse que houve "imprudência do Banco do Brasil, pois a Encol acabou se endividando acima das garantias oferecidas". O senador disse ainda que a venda de um hotel em construção em São Paulo, da Funcef (fundo de previdência dos funcionários da Caixa Econômica Federal), por R$ 55 milhões, foi o primeiro passo para salvar a Encol, "mas não foi suficiente".
O senador acha que a operação foi feita por influência de pessoas do governo federal. Segundo Suplicy, as grandes operações dos fundos de estatais sempre seguem a orientação do governo federal. Ele citou o relacionamento entre o ex-dono da Encol Pedro Paulo de Souza com o ex-secretário da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas como uma amostra das influências de pessoas do governo nessas questões.

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