Funcionários do Basa e da Sudam fazem campanha contra fusão
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domingo, 16 de janeiro de 2000
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 16 (AE) - O Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, a Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba) e uma comissão de funcionários da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) iniciaram hoje uma campanha contra a fusão das duas instituições. A medida foi anunciada na quinta-feira pelo ministro da Integração Regional, Fernando Bezerra.
A mobilização alerta para o perigo que representa a transformação do Basa e da Sudam em uma agência de fomento, como quer o governo federal.. A campanham conta com mensagens veiculadas nas emissoras de rádio e televisão de Belém, panfletagem nas ruas, além de visitas a políticos e empresários. Na terça-feira está marcada uma reunião com a bancada amazônica no Congresso - cerca de 92 parlamentares - em Brasília.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários, Vera Paoloni, a fusão seria um "golpe mortal" contra o Basa. "Esta é a verdadeira intenção do governo, mas nós vamos lutar com unhas e dentes contra isso", afirma, prevendo o fechamento definitivo das 82 agências do banco no Pará. "Há oito anos o governo fechou mais de 50 agências sob a justificativa de que elas eram deficitárias. Isso foi apenas o começo do desmonte."
Para o presidente da Aeba, José Sales, a decisão de fundir o Basa com a Sudam demonstra que o ministro Fernando Bezerra "precisa conhecer melhor a Amazônia para entender melhor o funcionamento das duas instituições e as importância de cada uma delas para a região". Sales criticou o papel das agências de desenvolvimento, afirmando que elas são bastante limitadas em sua capacidade de promover o desenvolvimento. "Elas não têm estruturas financeiras e operacionais necessárias para promoção de taxas de crescimento mais elevadas..
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Danilo Remor, também condena a decisão do ministro. "Não queremos ver nossas instituições transformadas em laboratórios para estudos sobre desenvolvimento. O setor produtivo da Amazônia, em especial o do Pará, não pode ficar engessado e dependente de um escritório de fomento."


