Curitiba Os funcionários do Banco Central (BC) entraram em greve ontem por tempo indeterminado em protesto ao suposto descaso do governo federal em negociar a pauta de reivindicações salariais da categoria. Em todo o Brasil são 4,6 mil servidores do BC. Somente em Curitiba são 130 funcionários. Ao todo, nove regionais e a sede em Brasília são responsáveis pelo atendimento e fiscalização de consórcios, créditos, controle das reservas internacionais e distribuição de dinheiro.
''Se em três dias não houver negociação, a situação vai se complicar e começará a faltar cédulas e moedas para as estatais'', ponderou Alexandre Campos Gomes de Souza, diretor de Comunicação do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).
A adesão ao movimento chegou a 75% nas regionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador e Belém. Em Curitiba, a adesão é de 50%. ''Curitiba sempre tem um perfil diferente dos demais Estados brasileiros. Os funcionários são mais conservadores. Os coordenadores não entram em greve, mesmo não recebendo como as chefias em Brasília'', alertou Souza.
A categoria reivindica a retomada da mesa de negociações com o governo federal e reajuste de 15% para este ano e reposição de perdas salariais. No ano passado, os servidores do BC conseguiram um reajuste de 11%. ''O governo federal se propôs a negociar este ano para que pudéssemos ter nossos salários igualados aos demais servidores de nível superior. Entretanto, o governo sinaliza com reajuste de 2%'', considerou ele. Apenas estão funcionando normalmente a área de segurança patrimonial, considerada como essencial.
Até o final da manhã de ontem, o BC ainda não havia divulgado os índices da adesão da greve no Paraná. A assessoria de imprensa da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que a entidade não se manifestará pelo menos, por enquanto sobre a greve dos funcionários do BC.

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