Funcionários de usina decidem hoje se voltam ao trabalho
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terça-feira, 20 de maio de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina- Durante audiência realizada ontem à tarde na Delegacia do Ministério do Trabalho, representantes da Usina Central de Porecatu apresentaram proposta de pagamento dos dois salários atrasados. Em greve há 15 dias, os mais de três mil trabalhadores devem decidir hoje se retomam ou não as atividades numa das maiores indústria do Estado na produção de açúcar e álcool. À parte disso, o Governo do Estado anunciou que pelo menos 500 cestas básicas devem ser distribuídas aos funcionários mais afetados ainda esta semana.
Coordenador de movimentos sociais de Porecatu e interlocutor dos trabalhadores da Usina, o padre Manoel Joaquim apontou que representantes da empresa garantiram ao Ministério do Trabalho que vai pagar os salários atrasados na próxima segunda-feira. Em vista disso, os trabalhadores deverão se reunir em assembléia hoje para decidirem se aceitam ou não a proposta e se mantêm ou não a paralisação. Hoje também, será realizada uma audiência pública na sede do Colégio Diocesano de Porecatu para discutir o problema. A greve completou 15 dias e afeta diretamente as economias de cinco municípios da região: além de Porecatu, Centenário do Sul, Alvorada do Sul, Florestópolis e Lupionópolis.
No mesmo momento em que acontecia a audiência, comerciantes e trabalhadores de Centenário realizaram uma manifestação em frente à sede da Prefeitura. Dezenas de lojas fecharam as portas em apoio aos funcionários que não recebem salários desde março.
Em razão das dificuldades financeiras das famílias atingidas, a chefe regional da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Suely Beggiato, anunciou a distribuição emergencial de 500 cestas básicas. Os alimentos serão entregues àqueles em piores condições. Além disso, gestores da área de assistência social dos cinco municípios afetados irão apurar se existem famílias que poderão ser incluídas nos programas sociais mantidos pelos governos Estadual e Federal.
A FOLHA contatou a sede da Usina mas não havia ninguém para falar sobre o assunto. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores também foram procurados por telefone mas as ligações não foram completadas.


