Funcionários de terceirizada fazem protesto por atraso de salários
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Danilo Marconi e Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina - Funcionários da Visatec responsáveis pela capina e roçagem fizeram um protesto na manhã de ontem em frente à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para reivindicar que o órgão público faça repasses atrasados para a empresa, para que os salários possam ser quitados.
Cerca de 100 funcionários permaneceram em frente à Companhia durante toda a manhã, tocando apitos e cornetas e por diversas vezes interditaram as pistas da Avenida JK. Agentes da CMTU ajudaram a organizar o trânsito no local, que ficou caótico nas primeiras horas da manhã.
Antônio Gonçalves reclamou que há cerca de três meses os salários são pagos com atraso. "Estamos esperando que a prefeitura faça o repasse do valor para que possamos receber nosso pagamento", cobrou.
A presidente do Sindicato de Asseio e Conservação de Londrina e Região (Siemaco), Izabel Aparecida de Souza, afirmou que o protesto foi convocado pela Visatec e que o sindicato foi ao local apenas para apoiar os trabalhadores. "Eles (empresa) disseram que não irão descontar o dia parado, mas vamos observar no mês que vem", afirmou.
Segundo o proprietário da Visatec, Faiçal Janani Junior, os funcionários paralisaram as atividades já nesta segunda-feira e que a empresa depende dos valores em aberto para poder efetuar os pagamentos. "Desde ontem (segunda-feira) estamos tentando contato com a CMTU para podermos tomar uma decisão e passar um posicionamento para os funcionários, mas como não obtivemos resposta, resolvemos vir até aqui."
Ainda de acordo com ele, estariam em aberto R$ 600 mil referente a um aditivo contratual, R$ 58 mil referentes a uma parcela não paga no mês de maio, aproximadamente R$ 600 mil referentes ao mês de junho e R$ 749 de julho. "No mês passado a CMTU fez o pagamento direto aos funcionários, mas não repassou a parte da empresa referente aos gastos com combustível, manutenção dos caminhões, entre outros."
Após reuniões com empregados e a direção da terceirizada, a CMTU resolveu liberar parte do dinheiro retido. O presidente Carlos Geirinhas, no entanto, negou que tenha havido "pressão" para adoção da medida e afirmou que a liberação da verba ocorreu mediante análise jurídica. "Isso chama-se segurança jurídica", disse. "Fizemos pagamento diretamente na conta dos funcionários da Visatec em comum acordo com o Ministério Público do Trabalho, que está acompanhando todo esse nosso trabalho", complementou a assessora jurídica da CMTU, Tatiana Muller. O valor repassado foi de R$ 1,3 milhão.
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