Funcionários de motel negam que empregadas da Câmara morem lá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de agosto de 1999
Por Cláudia Fontoura 
São Paulo, 05 (AE) - O Love Story é um motel de grande movimento do centro de São Paulo. Localizado na Rua Luís Porrio, 437, a poucos metros da Câmara, o local não é, segundo informaram os funcionários, o endereço de moradia das funcionárias do Legislativo Maria Aparecida Nunes, mais conhecida como "Cidinha", e Alessandra Silvia Maria Cruz Garcia, como elas afirmaram. "Aqui, não se mora", disse a recepcionista "Naná". "Trabalho nesse motel há 11 anos e só vi essas duas moças uma vez."
Pelo Love Story, passaram quatro dos cinco envolvidos no mais novo escândalo da Câmara. Foi ali, no bar do motel, que foi tramada a tentativa de extorsão do vereadores Salim Curiati Júnior (PPB).
Outro funcionário, identificado como Antônio, viu Alessandra e "Cidinha" outras vezes. "Elas vinham a cada dez ou 15 dias", contou. "Passavam a noite, pagavam e iam embora." Segundo ele, as moças diziam que trabalhavam na Câmara.
"Naná" e os outros funcionários disseram nunca ter visto a vereadora Maria Helena (PL) no local, mesmo ela tendo dito que esteve lá. "Ninguém nunca viu essa vereadora aqui dentro", diz Naná. "Para mim, esse Fabiano inventou tudo para aparecer." Segundo ela, Lima, sim, estava sempre rodando pela região do motel.
Com as paredes cobertas de painéis fotográficos fora de moda, espelhos e adereços dourados, a recepção dá uma idéia de como são os apartamentos. Para passar a noite, o cliente paga o período de 12 horas, que custa de 20 a 50 reais. O valor varia de acordo com os equipamentos dos apartamentos. O mais barato não tem tevê. O mais caro é completo: tevê, ar-condicionado e banheira de hidromassagem.


