Funcionários de institutos mantêm atendimento de saúde
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem local 
Londrina - Se os trabalhadores dos institutos que prestam serviço de saúde deixassem seus postos hoje a saúde em Londrina, que já está em uma situação difícil, viraria um caos. De acordo com dados do diretor-financeiro da Secretaria Municipal de Saúde, João Carlos Perez, em abril havia 811 funcionários das entidades no Programa Saúde da Família (PSF), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Policlínica e SID (Sistema de Internação Domiciliar).
Ontem a reportagem visitou dois dos maiores postos de saúde do município e a Policlínica para confirmar se funcionários dos organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) trabalhavam normalmente. Apesar de estarem confusos quanto a seu futuro, eles estavam atuando normalmente no posto de saúde do Jardim Leonor e Policlínica. ''Ainda não nos comunicaram como vai ser no próximo mês, por isso algumas pessoas estão apreensivas'', disse uma enfermeira.
Em junho vence o contrato dos institutos com a administração municipal. ''Os trabalhadores estão com aviso prévio e devem cumprir suas funções normalmente'', afirmou a secretária de Sáude, Ana Olímpia Dornellas. A secretaria vai lançar edital para contratar outras empresas que prestem o serviço realizado atualmente pelas oscips. ''Estamos em negociação para fechar convênio com a Fundação HU Tec, não vamos mais realizar parcerias com oscips'', afirmou.
Conforme o relatório de abril, a Policlínica era o local onde havia o maior déficit de trabalhadores. O termo de parceria previa 60 funcionários, segundo dados repassados pelo diretor financeiro, mas havia somente 28 trabalhando.
Mesmo com os cerca de 800 funcionários dos institutos trabalhando a saúde na cidade continua complicada. Ontem à tarde o instalador Itamar Honório da Silva procurou o posto de sáude do Jardim Leonor, pois sua filha, Fernanda Gabriela, de 2 anos estava com febre e o nariz escorrendo. ''Não tem nenhum pediatra, vou ter que ir no PAI (Pronto-Atendimento Infantil), pois faz uma semana que ela está assim''.


