Londrina - Um grupo de ex-funcionários do Hospital da Mulher, localizado na esquina das ruas Mato Grosso e Cambará, na Área Central de Londrina, esteve ontem na instituição, cujo fechamento foi comunicado oficialmente aos trabalhadores em 5 de outubro, para receber os salários atrasados e as verbas recisórias, mas saíram de mãos vazias. Cerca de 90 trabalhadores foram demitidos.
''Nós fomos dispensados no dia 26 de setembro. Os salários estão dois meses atrasados. Disseram que iam acertar com a gente, mas não é o que está acontecendo. Viemos aqui hoje (ontem) e o advogado do hospital falou que não há previsão de quando vamos receber'', afirmou Maria Ferreira dos Santos, que trabalhou como cozinheira no local durante 17 anos.
''Estou realmente triste. Fiquei desempregada e sem os acertos não consigo pagar as minhas contas. Estou contando com a ajuda dos meus amigos para me manter'', desabafou Maria.
Maria Carolina Volpato, que trabalhou por três meses como recepcionista, disse que a orientação passada aos funcionários era para procurar o hospital assim que a greve dos bancos terminasse. ''Foi o que fizemos, mas agora eles alegam que muitas pessoas entraram na Justiça para tentar receber, o que prejudicou a aquisição de um empréstimo bancário. É uma tremenda falta de respeito'', disparou.
A situação dos funcionários, porém, parece estar longe de ter um desfecho feliz. De acordo com o advogado do Hospital da Mulher, Fábio Renato de Assis, a entidade ''não tem verba para pagar os funcionários''. Ele ressaltou que a instituição tentou um empréstimo bancário, mas não obteve êxito. E acrescentou que ''cada um deve buscar os seus direitos na Justiça''.
Entre os motivos do fechamento, o advogado apontou o aumento de dívidas trabalhistas, a concorrência e a receita reduzida em razão da diminuição do número de pacientes. Ele não soube, no entanto, precisar o valor da dívida.

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