Rio, 05 (AE) - Os trabalhadores da fábrica da Volkswagen em Resende (RJ) interromperam o trabalho por cerca de quarenta minutos, durante a manhã de hoje, e entraram em estado de greve. "Assinamos um acordo em maio, mas a empresa descumpriu vários pontos, entre eles um novo plano de cargos e salários", afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e Região, Carlos Perruti. "Entregamos uma nova pauta de reivindicações e, se não houver resposta até segunda-feira, entraremos em greve".
O sindicato bloqueou o acesso de carros e ônibus à fábrica entre 6h30 e 7h10. Segundo Perruti, a montadora não cumpriu as promessas de oferecer atendimento odontológico, ensino supletivo de primeiro e segundo graus e maior frota de veículos para transportar funcionários até a fábrica. Também não equiparou os salários de Resende ao das outras fábricas. "Em Resende, o salário médio é de R$ 400, enquanto em São Carlos é de R$ 1,2 mil e em Betim, de R$ 800", disse Perruti.
Procurada pela reportagem, a Volkswagen não deu resposta às solicitações de entrevista.
Na nova pauta, o sindicato incluiu os pedidos de reajuste real de 5% nos salários, além da reposição da inflação dos últimos doze meses. Os trabalhadores querem ainda a criação de uma comissão de fábrica, com estabiliade para seus membros. O dirigente sindical informou que, há cerca de duas semanas, um funcionário da fábrica foi demitido por "perseguição política"
já que era atuante na defesa dos direitos dos empregados. "Queremos que ele seja readmitido".

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