Funcionários da Unicamp fazem protesto em favor de salário
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quarta-feira, 26 de maio de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 27 (AE) - Os funcionários da Universidade Estadual de Campinas paralisaram hoje as atividades em protesto contra as dificuldades nas negociações com a reitoria para reajuste dos salários. A categoria reivindica um aumento de 16 4%, mas a direção da universidade diz que não há recursos para atender o pedido. Amanhã (28), servidores da Unicamp, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de São Paulo (USP) reúnem-se em São Paulo para discutir os rumos do movimento.
A greve de hoje obteve adesão de 50% dos quatro mil funcionários que trabalham nos institutos de ensino e pesquisa. Na avaliação da reitoria, porém, apenas 5% participaram do movimento. O Instituto de Estudos da Liguagem e o Instituto de Filosofia foram os únicos afetados pela paralisação. O Hospital de Clínicas, onde trabalham outros quatro mil servidores, funcionou normalmente.
Por volta das 12 horas, os grevistas realizaram uma manifestação em frente ao prédio da reitoria. Não foi registrado nenhum incidente envolvendo os manifestantes. O diretor do Sindicato dos Funcionários da Unicamp, José Luiz Pio Romera, diz que a universidade teria condições de conceder o reajuste, porque houve um aumento de 3,77% na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O reitor Hermano Tavares argumenta, porém, que 98,5% do que o Estado repassa a universidades já estão comprometidos com a folha de pagamento.


