Funcionários da UEL protestam por ticket e cesta básica
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quarta-feira, 02 de junho de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Cansados de esperar pela retomada das negociações salariais, cerca de 50 funcionários da prefeitura do campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram um protesto, ontem, em frente à reitoria. Foram recebidos pela reitora, Lygia Pupatto, e saíram com a promessa de um estudo para fornecimento de tickets-refeição e para entrega de uma maior quantidade de cestas básicas. Lygia também se comprometeu a encaminhar, pela segunda vez, ao governo estadual, um pedido de abono salarial de R$ 200,00 para quem ganha até três salários mínimos.
''Está todo mundo reclamando que não tem dinheiro para pagar água, luz, aluguel e não tem mais de onde tirar. Tem muita gente com o aluguel vencido e que não pode mais ir ao mercado. Por isso viemos fazer uma pressão'', resumiu o auxiliar Anderson Alves de Oliveira, diretor da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel).
Para a reitora, essas são ''medidas paliativas'', enquanto não há um reajuste salarial. ''A situação caótica é mesmo dos funcionários, que são os que ganham menos. Expliquei a eles que a reitoria não tem autonomia para negociar salário nem abono, mas me comprometi a encaminhar o pedido do abono'', disse. A prefeitura do campus tem cerca de 500 funcionários, entre jardineiros, pintores e auxiliares, com média salarial de R$ 400,00.
Segundo a reitora, já são distribuídas 60 cestas básicas por mês no valor médio de R$ 50,00 cada, custeados pela universidade. ''Esse número é insuficiente, pois é cada vez maior o número de pessoas necessitando de cestas'', enfatizou. A idéia do ticket, segundo ela, veio dos próprios funcionários e será estudada.
No último dia 12, funcionários e docentes das universidades estaduais, fizeram um dia de paralisação para reivindicar reajuste de 62% e aprovação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCs).


