A TAM Linhas Aéreas informou, nesta terça-feira (27), que mais da metade dos tripulantes que participam do Programa de Reestruturação de Adesão Voluntária da empresa aderiram aos planos de licença não remunerada e de demissão voluntária implementados pela companhia. Feito com o aval do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e aprovado em assembleia pelos tripulantes da empresa, as mediadas pretendem fechar 811 postos de trabalho da empresa.

Em nota, a TAM informou que a grande aceitação do programa – por mais de 50% dos tripulantes envolvidos – permitiu, à empresa, "reduzir os desligamentos compulsórios" em estudo.

O ajuste permitirá à TAM adequar o quadro de comandantes, copilotos e comissários "à realidade operacional em vigor". Funcionários de outras áreas não foram afetados, de acordo com a companhia aérea, que justifica a medida à "alta significativa dos custos" que à redução de 12% da oferta no mercado doméstico no ano passado, na comparação com 2011.

A ratificação do acordo coletivo foi feita na última sexta-feira (23), com a presença de representantes da companhia aérea, do sindicato e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A licença não remunerada, que foi aberta a tripulantes de todos os equipamentos, terá validade de um ano e meio, prorrogáveis por um ano. Nos seis primeiros meses, o funcionário licenciado e seus familiares contarão com plano de saúde.
A demissão voluntária foi oferecida a tripulantes de aeronaves da categoria Airbus 320. Os funcionários que aderiram a ela terão, ainda, direito a uma indenização adicional, além do plano de saúde e de três passagens aéreas.

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