Curitiba - Cerca de 150 trabalhadores que atuam nas escalas de revezamento das estações de tratamento de água e esgoto da Sanepar em Curitiba e região podem entrar em greve a partir de segunda-feira. Em assembleia realizada ontem, os funcionários aprovaram a paralisação, que deve começar à zero hora do dia 3 de maio.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento de Curitiba e Região Metropolitana (Saemac), Gerti Nunes, a insatisfação dos funcionários é decorrente de uma mudança nas escalas, ocorrida em 2009. ''Elas eram divididas em três equipes, que trabalhavam oito horas cada. Eram seis horas de trabalho e duas horas-extras. Mas, em setembro de 2009, devido a uma notificação do Ministério Público do Trabalho, a Sanepar mudou a escala para quatro equipes, em seis horas'', descreveu o sindicalista.
''Os valores das horas-extras foram suprimidos. Cada funcionário fazia 50 horas-extras por mês, portanto, houve uma redução drástica no orçamento familiar. Além disso, o transporte ficou difícil em razão dessa mudança de escala. Com as três equipes em turnos de oito horas, sempre havia algum horário em que o trabalhador tinha acesso ao transporte público para chegada ou saída do serviço. Entretanto, com o turno de seis horas, existem horários em que o transporte público não está disponível'', explicou Nunes.
As principais reivindicações dos trabalhadores são indenização pelas horas suprimidas, adicional de turno, transporte nos horários em que falta transporte público e mudanças na escala. Segundo Nunes, no interior do Paraná não está ocorrendo mobilização porque a situação dos funcionários que exercem a mesma função é diferente em relação à realidade dos trabalhadores da RMC.
A Sanepar informou que está negociando com os funcionários e garantiu que não haverá paralisação dos serviços de água e esgoto na região.

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