Londres, 08 (AE-ANSA) - Os empregados do quartel general das Nações Unidas em Dili, capital do Timor Leste, protestaram hoje (08) com os olhos umedecidos pelas lágrimas contra a decisão da ONU de retirar todo o seu pessoal, abandonando os mais de 2.000 refugiados à mercê das milícias indonésias, informou um jornalista do diário britânico Sunday Times.
Tom Fawthrop, contactado por telefone pelo canal de televisão Channel 4 na sede da UNAMET (Missão das Nações Unidas em Timor Leste) informou sobre uma ação de protesto do pessoal da ONU "que provavelmente não tem precedentes na história da organização".
"Policiais civis da ONU e oficiais de ligação de vários países membros da missão da ONU disseram que se envergonhavam da decisão", disse o jornalista.
Muitos dos representantes protestaram perguntando "como se poderia fazer uma coisa dessas com os timorenses quando foi garantido a eles que a ONU permaneceria no país após o referendo", disse Fawthrop.
Os jornalistas disse haver cerca de 2.500 refugiados na sede da UNAMET, entre homens, mulheres e crianças, e que todos estão convencidos de que serão submetidos a "uma operação de extermínio" pelas milícias antiindependência.
A ONU decidiu hoje atrasar por um dia - de quinta para sexta-feira - a retirada do pessoal da UNAMET.

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