São José dos Campos, 9 (AE)- Os empregados da General Motors de São José dos Campos ameaçam parar suas atividades na próxima terça-feira caso a empresa deixe de apresentar uma proposta de aumento salarial. Uma pauta de reivindicações foi entregue hoje (09) à direção da montadora. Os 8,6 mil funcionários se encontram em estado de greve desde o final da tarde de ontem (08). A movimentação grevista teve início depois que 400 supervisores das linhas de produção tiveram seus ganhos reajustados em 10%.
A proposta de greve ganhou força entre os trabalhadores depois que a empresa passou o salário dos supervisores de R$ 3,8 para R$ 4,2 mil. A justificativa foi o aumento da jornada de trabalho de 40 para 44 horas. Como isto ficará restrito a esse cargo, os funcionários ficaram revoltados e exigiram o mesmo reajuste. Segundo os sindicalistas, a empresa deixou de corrigir os salários em 1996 e o ganho médio do operário do setor de produção é de R$ 800,00.
Hoje aconteceram mais duas assembléias e a decisão pela paralisação foi unânime. A montadora tem até segunda-feira para atender os pedidos dos trabalhadores ou fazer uma contra-proposta. Está sendo reivindicada a reposição do resíduo inflacionário dos anos de 97 e 98, num total de 4,8%, gatilho salarial de 5% e pagamento do abono de R$ 251,00 referente a participação nos lucros e resultados.
Neste ano, a categoria e a direção da GM negociaram o pagamento antecipado de uma parte da primeira parcela do 13º salário, que foi efetuado no mês passado. Porém, os empregados da unidade do Vale do Paraíba ficaram sem a quantia referente a participação nos lucros por não aceitarem o programa de demissão temporária, que acabou acontecendo na instalação de São Caetano do Sul.

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