Funcionários da CEF e BB não ganham reajuste mas levam abono
que participa da coordenação do movimento, os funcionários voltam ao trabalho amanhã (17). De acordo com a direção da CEF e do BB, a greve atingiu cerca de 3% das agências em todo o País. Os organizadores do movimento preferem dizer que o movimento chegou a fechar 90% das agências em João Pessoa, Florianópiolis, Maceió e Natal. De acordo com os sindicalistas, outras questões sociais e sindicais ainda estão pendentes de negociação com com os bancos. Os bancários prometem voltar a se reunir em assembléia na semana que vem e não descartam a possibilidade de convocar uma nova greve. O TST também decidiu, desta vez atendendo a reivindicações dos bancários, que a Caixa e o Banco do Brasil terão de instalar pontos eletrônicos em todas as agências ou postos com mais de dez empregados. De acordo com o TST, o sistema atual de controle de ponto por meio de fichas estimula demandas judiciais por horas extras. Os bancos terão um prazo de nove meses para instalar o sistema eletrônico, prorrogáveis por mais três meses. O julgamento do dissídio dos bancários foi solicitado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Empresas de Crédito (Contec), que representa menos de 15% dos funcionários da Caixa, que optaram por uma representação própria, de acordo com a Federação dos Economiários.Por Cláudia Dianni Brasília, 16 (AE) - Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil sofreram hoje uma derrota no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas conseguiram garantir um abono superior ao que foi proposto pelos bancos. A decisão do orgão, que julgou o dissídio anual da catergoria, foi favorável à proposta dos bancos, que ofereceram abono no lugar do reajuste de 5,5% pretendido pelos bancários. Os bancos, porém, terão de desembolsar um valor maior do que esperavam. Foi decidido que BB e CEF terão de pagar a todos os funcionários um abono linear (de valor igual para todos os funcionários) de R$ 2.500,00 brutos. A Caixa oferecia abono de R$ 2.030,00 brutos. O Banco do Brasil, a princípio, ofereceu abono de R$ 1.300,00 brutos a funcionários administrativos e de R$ 800,00 a funcionários de carreira, mas essa semana havia concordado em aumentar o abono para R$ 2.200,00 brutos. De acordo com a direção dos bancos, o abono será pago em quatro parcelas, a partir deste mês. A reivindiação dos bancários, porém, era pela extensão do reajuste de 5,5% oferecido pelos bancos privados à Comissão Nacional dos Bancários. A greve de 48 horas, decidida na quarta-feira em assembléia por bancários de alguns estados, terminou hoje. Segundo informações da Federação dos Economiários





