Funcionários da American Airlines são presos por tráfico
Miami, 25 (AE-AP) - Dezenas de empregados e trabalhadores contratados da companhia aérea norte-americana American Airlines foram presos nesta quarta-feira (25) numa investigação federal sobre uma quadrilha de traficantes, que usavam os aviões dessa empresa para contrabandear drogas para os Estados Unidos. As investigações tiveram início há dois anos depois que oficiais da DEA, agência norte-americana de combate às drogas, tomaram conhecimento que "um contrabando múltiplo" estava ocorrendo nas áreas de segurança do Aeroporto Internacional de Miami, afirmou o procurador-geral Thomas Scott. "Estas pessoas praticavam intencionalmente esses atos, sabendo que haviam narcóticos, e eram pagas para isso", disse Scott à imprensa nesta quarta-feira (25). Agentes disfarçados da Agência de álcool, Cigarro e Armas de Fogo (AFT) também participaram da investigações, pois os suspeitos ainda traficavam armas e explosivos militares. Desde a madrugada desta quarta-feira (25) até à tarde, pelo menos 48 pessoas tinham sido presas em casa e algumas outras capturadas no Aeroporto Internacional de Miami. No total, 58 pessoas foram relacionadas num indiciamento múltiplo resultado das investigações da operação "Sky Chef", enquanto que a operação "Ramp Rat" inclui 30 funcionários da American Airlines, disse Scott. As drogas, incluindo cocaína e maconha fornecidas pelos agentes, foram contrabandeados para a Filadélfia e San Juan, em Porto Rico, escondidas nas bandejas de comida da companhia aérea e sacos de lixo pelos funcionários da companhia, que burlavam os detetores de metais e aparelhos de raio-x do aeroporto. A American Airlines emitiu uma declaração de seu escritório central em Fort Worth, Texas, dizendo que a companhia tinha colaborado nas investigações. "Quando fomos informados que um pequeno grupo de empregados fazia parte de uma quadrilha de traficantes, suas atividades foram colocadas sob investigação federal e da companhia por algum tempo", dizia a declaração.





