Funcionários apanham dos rebelados
São Paulo, 25 (AE) - Monitor há seis anos, Cláudio Sanches, de 53 anos, passou cerca de quatro horas escondido em um dos compartimentos da ala A. "Estávamos conseguindo conter os menores do setor quando houve a invasão dos menores da ala B". Ele e mais oito funcionários se trancaram em uma sala, mas os menores arrebentaram as paredes com traves de ferro. "Consegui fugir depois de apanhar muito", contou.
Segundo funcionários, desde a rebelião de 12 de setembro
só 30% do efetivo trabalha no local. "Não dá para conter os menores com tão poucas pessoas", afirmou Sanches. A situação, na opinião de monitores que não se identificaram, piorou desde que o novo presidente da Febem, Guido Andrade, assumiu o comando. "Os programas de lazer e educacional foram cancelados e os adolescentes permanecem ociosos todo o tempo", disse o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor do Estado de São Paulo, Adalberto da Silva. (Márcia Vaisman)





