O risco de acidentes ambientais está fazendo com que os trabalhadores do grupo Ultrafértil, em Araucária, questionem judicialmente o processo de terceirização de serviços adotado pelo grupo desde a sua privatização, há sete anos. No Paraná, a Procuradoria Regional do Trabalho do Ministério Público está investigando as consequências do processo, conforme denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica).
Caso a Procuradoria defina que a terceirização traz riscos, ela deve propor um Termo de Ajuste de Conduta para a empresa. Se a Ultrafértil não obedecer as determinações do termo, a Procuradoria deve abrir uma ação civil pública contra a empresa. Ações semelhantes estão sendo feitas por mais dois sindicatos dos trabalhadores de outras unidades do grupo Ultrafértil: de Catalão (GO) e Araxá (MG).
A indústria petroquímica produz amônia e uréia, gases altamente tóxicos. O assessor jurídico da Ultrafértil e Fosfértil, Antonio Carlos Moraes, disse que estudos para otimizar os recursos, incluindo a terceirização, devem estar
concluídos até o final do ano.

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