Funcionários abraçam hospital
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
José Lazaro Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - Quase 500 pessoas se reuniram, ontem, para "abraçar" o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC). O encontro foi organizado pela internet e juntou funcionários da instituição de saúde, estudantes da Faculdade Evangélica e ex-alunos de Medicina cuja residência foi feita no HUEC. A medida é uma tentativa de desvencilhar a imagem da instituição da prisão preventiva de Virgínia Soares Souza, médica do Evangélico, detida pela Polícia Civil na última terça-feira.
A médica é acusada de homicídio qualificado pelo Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil, por supostamente ter abreviado a vida de pacientes internados em uma das quatro Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Também estão detidas preventivamente três médicos do hospital que trabalharam sob a chefia de Virgínia.
De acordo com o Nucrisa, a prisão de Virgínia foi precedida de um ano de investigações, na qual foram utilizados "grampos" dentro da UTI que ela chefiava. Os microfones escondidos pela Polícia Civil captaram frases e situações que sugerem comportamento suspeito da médica ("quero desentulhar a UTI"), acusada negligência com pacientes e de "antecipar" o desligamento de equipamentos médicos.
O advogado da médica, Elias Mattar Assad, afirmou que não há provas que justifiquem o tratamento dado à sua cliente. "O maior erro investigativo e midiático da nossa história", retrucou a própria médica, em carta divulgada por Assad, na sexta-feira. Poucos detalhes do caso são conhecidos, pois a investigação segue sob sigilo de Justiça.
Logo após a prisão, a direção do HUEC afastou equipes que trabalhavam sob o comando de Virgínia (13 médicos e 34 enfermeiros). Também divulgou nota defendendo ''que os mais de 300 médicos do Evangélico não devem ser julgados pela atitude de uma funcionária, e que o atendimento em todos os setores do hospital seguem sendo feitos normalmente''.
Sábado à tarde, instituições envolvidas com a investigação se reuniram para avaliar o caso. Participaram representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde, do Conselho Federal de Medicina e do Ministério Público (MP). Após a reunião, o MP emitiu uma nota oficial dizendo que o caso é isolado e que as notícias posteriores à prisão da médica ''não afetam a qualidade técnica dos serviços prestados no HUEC, em quaisquer de seus setores, podendo a população a eles ter acesso normalmente''.


