Washington, 05 (AE-ANSA) - Após dois dias de especulação, o subsecretário da Defesa, Thomas Longstreth, reconheceu hoje (05), por meio de advogados, ter sido o homem que manteve um romance e engravidou a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky em 1996, na mesma época em que a jovem sustentava "relações impróprias" com o presidente americano, Bill Clinton. "Fiz tudo que podia para ajudá- la financeiramente", declarou numa carta divulgada por um de seus advogados.
O caso veio à tona na biografia de Monica, Monicas Story, escrita pelo jornalista britânico Andrew Morton, que chegou às livrarias quinta-feira, e durante a entrevista que ela concedeu à rede de TV ABC, exibida quarta. Monica afirmou que a gravidez foi interrompida por um aborto e o então misterioso amante da jovem foi identificado apenas como "um funcionário do Pentágono, chamado Thomas".
O subsecretário, de 42 anos, ex-colaborador do senador democrata Ted Kennedy, rechaçou a acusação, feita no livro, de que teria abandonado Monica depois de ela ter ficado grávida. "Longstreth pediu a ela que decidisse se queria ou não ter o bebê e garantiu que a apoiaria, mesmo financeiramente, qualquer que fosse a decisão", afirmou o advogado. Longstreth é considerado um dos "emergentes" do Pentágono e foi o responsável pela força especial enviada à Bósnia.
Apesar de o lançamento oficial da biografia estar marcada para segunda-feira, em Londres - quando Monica autografará o livro na loja de departamentos Harrods -, Monicas Story já vende um exemplar por minuto numa das livrarias da cidade, a Waterstones.
Quinta-feira, o Channel Four britânico divulgou entrevista de uma hora com a ex-estagiária - pela qual ela recebeu mais de US$ 600 mil -, mas não fez nenhuma revelação. A audiência foi modesta: 3 milhões de espectadores.
A entrevista da ABC foi vista por 75 milhões de pessoas - inicialmente, a emissora estimou a audiência em cerca de 100 milhões.
Em Washington, durante uma entrevista conjunta com o primeiro-ministro italiano, Massimo DAlema, o presidente Clinton afirmou hoje esperar que Lewinsky "consiga proseguir com sua vida".
Perguntado sobre Lewinsky durante a coletiva, Clinton respondeu: "Eu não desejo mal a ninguém que tenha se envolvido neste caso, e ela pagou um preço muito alto por um longo período, e eu me sinto mal por isso. Então, espero que tudo dê certo".

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