Londrina - O fiscal de contrato da Sercomtel, Izaltino Toppa, foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado. A ação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) à 1ª Vara Criminal de Londrina na terça-feira.
Inquérito concluído pelo Ministério Público (MP) aponta que o acusado usou veneno de rato para adulterar remédios para resfriado e tentar matar o colega de trabalho João Carlos Berdinelli, que chegou a tomar o medicamento "batizado" e só não morreu por que foi socorrido por um vizinho. A tentativa de homicídio aconteceu no mês passado.
A ação aponta ainda que Toppa cometeu a tentativa de homicídio para tentar encobrir suposto crime praticado por ele dentro da Sercomtel. "Os elementos iniciais apontam pela possibilidade de que a execução do ilícito teria tido o objetivo de assegura a impunidade de um crime anterior", reiterou o promotor do Gaeco, Claudio Esteves.
O acusado está preso desde 26 de setembro. Ele foi detido logo após ter denunciado, também ao Gaeco, que teria sido extorquido por cinco pessoas - já presas e denunciadas pelo MP. De acordo com as investigações, Toppa teria contratado os estelionatários para matar Berdinelli. Quando se viu chantageado por eles, o fiscal preferiu denunciar a situação ao Gaeco e tentar, por conta própria, cometer o homicídio contra o colega de trabalho. O fiscal pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

mockup